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Pov Luka
Eu estava nervoso, eu, Mia, Roberta e a galera havíamos conseguido provas o suficiente para colocar o papai no lugar dele, mas ainda faltava a chave de ouro, conseguir uma confissão do Esteban. Estava andando de um lado pro outro, fazia quase uma hora que Jana havia ido se encontrar com ele, a alguns dias, ela entrou na missão de "reconquista-lo", e hoje era o dia do cheque-mate.
- Luka, se acalma.
- Se acalma o carajo, Andrea. Não é a sua namorada que está presa naquele lugar imundo e nojento.
A morena comprimiu os lábios, Emília colocou a mão no ombro dela, e se virou pra mim :
- A gente sabe que você este nervoso, Luka. Mas precisamos confiar na Jana, só nos resta esperar.
Eu esfrego meu rosto e volto a andar de um lado pro outro.
- Tudo culpa daquele velho asqueroso. Tomara que ele engasgue com um vinho bem caro e morra. - Roberta levanta de onde estava sentado, e joga uma lata de cerveja no lixo.
- Olha, eu não sou de desejar nada de ruim pra ninguém, mas eu vou ter que concordar com você. - Comenta Dixon, encostado na parede, abraçando os ombros de Mj.
- My God sabe, que eu também não. Mas tomara que ele morra engasgado com o vinho e com o próprio veneno.
- E que a mansão caia em cima dele.
Miguel ri baixinho, terminando o último gole de sua cerveja.
- Você nunca muda, não é Roberta.
- Ela é louca Miguel, louca.
- Vai se fuder, Diego.
O...marido ? Noivo !? Não sei, dela sorri ao beijar o dedo do meio e mostrar a ela.
- Também te amo, gata.
- Você não acha que está muito velho pra usar o termo, gata ?
- Eu não tenho culpa se os anos passam, e você continua uma.
Ela revira os olhos, mas posso ver a sombra de um sorriso e bochechas vermelhas.
- Será que vai demorar muito? Estou ansiosa para esmagar o Marcelo com o meu salto novinho, que comprei especialmente para esse dia. - Mia sorri maliciosa, e joga o cabelo.
- Tinha que ser a filha da Pilar, pra ser tão incompetente. - Roberta revira os olhos e joga as mãos pra cima em exasperassão. - Quanto tempo demora, pra fazer um cara bêbado, colocar o pau e umas verdades pra fora?
Nesse mesmo momento, a porta do meu dormitório se abre, e Jana entra com um grande sorriso, e balançando o celular.
- Só o suficiente para conseguir fazer um bom trabalho.
Me lanço em sua direção, arrancando o celular de suas mãos.
- Você conseguiu.
- Claro que consegui, e você tinha dúvidas?
- Muitas.
Jana revirou os olhos.
- De nada.
Fico alguns segundos olhando pra ela, e então, a envolvo em um abraço apertado, sem dizer nada.
- Vamos. - Separo o abraço e me dirijo para fora do quarto.
- Uau.
- Nossa.
- Isso foi...
- É!
Posso sentir os olhares de todos me mim. Ignoro completamente, tinha um namorado para salvar.
- VAMOS SEUS FODIDOS.
* * *
No caminho, ligamos para o advogado da Mia, que ficou de nos encontrar na delegacia. Quando chegamos até lá, ele já nos esperava.
- Posso perguntar, como conseguiram essas provas ?
Miguel sorri e da dois tapinhas do ombro dele.
- Borges, você não vai querer saber.
O homem balançou a cabeça.
- Certo, mas foi em uma boa hora. O julgamento é em dois dias.
Meus olhos se arregalaram, se tivéssemos demorado mais um pouco...
- Podemos entrar, Borges? Luka esta ansioso para ver o namorado. - Mia sorri ao aperta meu ombro.
- Claro, vamos.
O seguimos! Quando chegamos lá dentro, ele foi na frente para ter com a recepcionista, secretaria, ou qualquer porra que aquela mulher fosse. Ela assentiu com a cabeça e fez uma ligação, logo um homem algo veio até nós. O delegado.
- Boa tarde, senhoritas, senhores.
- Sem enrolações, temos provas de que Oscar Cabarga Negrete é inocente.
- Acho difícil garoto, ele é culpado e temos prov...
- Você não ouviu o que eu disse? Temos PROVAS, de que isso é uma farça.
Ele estreitou os olhos.
- Que tipo de provas?
- Várias, inclusive uma confissão do verdadeiro culpado pela morte do verme do Gus.
O delegado olhou em volta e nos indicou com a cabeça, para segui-lo.
- Vanham comigo.
Seguimos ele até a sala de interrogatório. Eu coloquei todas as provas em cima da mesa. Um pendrive com vídeo de Esteban e Gus discutindo, o homem caindo da escada. O celular com a confissão do meu irmãozinho, e papeladas de falcatruas do Marcelo. Não bastava só soltar Okane, eu queria aqueles dois vermes na cadeia.
- Está tudo aqui.
Ele balança a cabeça, começando a analizar as provas.
- Certo.
- Certo!? - Arquiei minha sombrancelha.
- Obrigado pelas provas, vamos apresenta-las ao juri no dia do julgamento e...
Eu bati minhas mãos na mesa.
- Não!
- Não? - Ele me olhou de um jeito estranho.
- Você vai soltar o meu namorado, delegado.
- Não é assim que funciona.
- Existem provas da inocência dele. Por tanto, não a razões para mantê-lo aqui.
O homem pareceu incomodado.
- Tudo bem garoto, mas precisamos analisar com calma. Talvez amanhã então...
- Hoje! Eu quero o meu namorado solto, hoje, AGORA!
- Cuidado com o tom, rapaz.
Borges me puxa para trás.
- Nogueira, deixe o garoto ver o namorado. Analisamos com calma, e então você solta Oscar.
O tal Nogueira cossa a nuca.
- Olha, vamos nos acalmar, sim !?
Roberta estreia os olhos.
- O que você está escondendo? - Pergunta a ruiva.
- Eu não tenho nada a esconder, senhorita. Só estou seguindo protocolos.
- Protocolo coisa nenhuma, a provas, se tem provas não tem porque mantê-lo aqui. Então é só trazer o garoto aqui. Qual é a dificuldade, porra ? - Diego cruza os braços e revira os olhos.
- Linguajar, se não o mantenha aqui por desacato a autoridade.
- Delegado, peço perdão pelos meus amigos, mas estão todos com os nervos a flor da pele, com tudo isso. - Intervém Miguel.
- Eu quero ver o meu namorado, é pedir muito?
O tal Nogueira respira fundo.
- Mais amanhã, talvez mais tarde.
Eu perdi a minha paciência!
- Escuta aqui, seu idiota da lei. Meu namorado é inocente, e ele está preso no lugar do verdadeiro assassino. Ele é um garoto agitado e hiperativo que tem dificuldade em estar em espaços que não pode circular direito. Meu namorado é uma das poucas porras boas que aconteceram no cacete da minha vida, e eu vou queimar essa delegacia se você não me trouxer ele aqui e AGORA.
- Rapaz, cuidado com...
- PORRA DE CUIDADO, QUER ME PRENDER? ME PRENDE, MAS TIRA ELE DE LÁ. EU SOU UM COLUCCI, E VOCÊ NÃO VAI QUERER QUE ESSE ABSURDO SAIA DESSA SALA, PORQUE EU VOU FUDER COM A SUA CARREIRA, QUE VOCÊ NÃO VAI CONSEGUIR EMPREGO NEM SE SEGURANÇA DE POSTO DE GASOLINA.
Mia me puxou pelo braço, e deu a volta na mesa, puxou o delegado pela camiseta e disse:
- Se você não trouxer o namorado do meu primo aqui e agora, nem emprego você vai conseguir. Você sabe quem eu sou ? Eu sou Mia Colucci, e eu acabo com essa delegacia, eu faço ela ser demolida e esquecida, se você não soltar o Oscar nesse instante. E ouse, OUSE, ameaçar prender meu primo novamente.
Ele balança a cabeça.
- Tudo bem, esperem aqui.
O delegado ficou nos encarando, como se decidisse se mandava nos prender ou não.
- VAMOS HOMEM. - Grita Roberta.
Ele passa a mão no rosto e sai. Nem fudendo eu fico aqui, sigo ele e os outros me seguem. O advogado? Ele ficava calado, já acostumado com todo esse nosso jeito.
- Vocês não podem me seguir.
- Nogueira, por favor você realmente quer outro escândalo?
O homem parecia cada vez mais nervoso, a medida que caminhava.
- Aonde estamos indo ? - Pergunta Diego.
- Você...seu filho da puta, você colou ele na solitária?
Eu me viro para Roberta, depois para o delegado.
- O que!? VOCÊ COLOCOU MEU NAMORADO NA SOLITÁRIA?
Nesse momento, uma porta grande e pesada é aberta.
- Que barulheira é essa ?
Sinto uma onda de furia abastecer meu corpo, quando reconheço a pessoa encolhida dentro da sala. Me viro para o delegado.
- Você vai desejar a morte, seu bastardo.
- Oh meu Deus. - Mia arregala os olhos e coloca as mãos na boca.
- Seus filhos da puta. - Exclama Miguel e Diego ao mesmo tempo.
Roberta empurra o homem da porta, dando um soco nele. Eu abro espaço e entro dentro da solitária.
- Ei ei, você não pode entrar assim.
Não vejo quase nada, mas certeza que Diego e Miguel afastaram os dois policiais. Coloco a cabeça do meu namorado em meu colo, ele convulsionava e espuma saia de sua boca.
- O QUE VOCÊS FIZERAM COM ELE?
- Ligue para todos os meus advogados, ligue para o papai, ligue para os advogados dele. Imprensa, os amigos políticos do meu pai, LIGA PRA CASA DO CARALHO, EU QUERO ESSE LUGAR FECHADO E TODO MUNDO PRESO OU NA RUAAAAA.
Borges sorri e tira o celular do bolso.
- Com prazer, senhorita Colucci.
Miguel ligava para a ambulância, enquanto eu chorava e beijava a testa de Okane. Ele estava ardendo em febre.
- Por favor amor, acorda, você não pode em deixar bebê, eu não sou nada se você Okane. Você é está me ouvindo? EU NÃO SOU NADA SEM VOCÊ!
Eu queria gritar, gritar até todo o ar se esvair dos meus pulmões. O barulho do meu telefone tocando me irritava, provavelmente meus...amigos, querendo notícias. As vozes na sala pareciam estar a kilometros de distancia. Pra mim só existe a mim, e ao garoto em meu colo.
Ele estava morrendo, e eu não podia fazer absolutamente nada para impedir. Deus, eu imploro, se tira-lo de mim, leve-me com ele.
- AAAAAAAAAAAAAAR.