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Okane - no país da Overdose

Chapter 2: Leve-me com ele

Notes:

meus amores 😊💞 o

 

Adivinhem quem estão no capítulo? 😏

 

Boa leitura 😉

(See the end of the chapter for more notes.)

Chapter Text

Pov Luka

 

 

Eu estava nervoso, eu, Mia, Roberta e a galera havíamos conseguido provas o suficiente para colocar o papai no lugar dele, mas ainda faltava a chave de ouro, conseguir uma confissão do Esteban. Estava andando de um lado pro outro, fazia quase uma hora que Jana havia ido se encontrar com ele, a alguns dias, ela entrou na missão de "reconquista-lo", e hoje era o dia do cheque-mate.

 

- Luka, se acalma.

 

- Se acalma o carajo, Andrea. Não é a sua namorada que está presa naquele lugar imundo e nojento.

 

A morena comprimiu os lábios, Emília colocou a mão no ombro dela, e se virou pra mim :

 

- A gente sabe que você este nervoso, Luka. Mas precisamos confiar na Jana, só nos resta esperar.

 

Eu esfrego meu rosto e volto a andar de um lado pro outro.

 

- Tudo culpa daquele velho asqueroso. Tomara que ele engasgue com um vinho bem caro e morra. - Roberta levanta de onde estava sentado, e joga uma lata de cerveja no lixo.

 

- Olha, eu não sou de desejar nada de ruim pra ninguém, mas eu vou ter que concordar com você. - Comenta Dixon, encostado na parede, abraçando os ombros de Mj.

 

- My God sabe, que eu também não. Mas tomara que ele morra engasgado com o vinho e com o próprio veneno.

 

- E que a mansão caia em cima dele.

 

Miguel ri baixinho, terminando o último gole de sua cerveja.

 

- Você nunca muda, não é Roberta.

 

- Ela é louca Miguel, louca.

 

- Vai se fuder, Diego.

 

O...marido ? Noivo !? Não sei, dela sorri ao beijar o dedo do meio e mostrar a ela.

 

- Também te amo, gata.

 

- Você não acha que está muito velho pra usar o termo, gata ?

 

- Eu não tenho culpa se os anos passam, e você continua uma.

 

Ela revira os olhos, mas posso ver a sombra de um sorriso e bochechas vermelhas.

 

- Será que vai demorar muito? Estou ansiosa para esmagar o Marcelo com o meu salto novinho, que comprei especialmente para esse dia. - Mia sorri maliciosa, e joga o cabelo.

 

- Tinha que ser a filha da Pilar, pra ser tão incompetente. - Roberta revira os olhos e joga as mãos pra cima em exasperassão. - Quanto tempo demora, pra fazer um cara bêbado, colocar o pau e umas verdades pra fora?

 

Nesse mesmo momento, a porta do meu dormitório se abre, e Jana entra com um grande sorriso, e balançando o celular.

 

- Só o suficiente para conseguir fazer um bom trabalho.

 

Me lanço em sua direção, arrancando o celular de suas mãos.

 

- Você conseguiu.

 

- Claro que consegui, e você tinha dúvidas?

 

- Muitas.

 

Jana revirou os olhos.

 

- De nada.

 

Fico alguns segundos olhando pra ela, e então, a envolvo em um abraço apertado, sem dizer nada.

 

- Vamos. - Separo o abraço e me dirijo para fora do quarto.

 

- Uau.

 

- Nossa.

 

- Isso foi...

 

- É!

 

Posso sentir os olhares de todos me mim. Ignoro completamente, tinha um namorado para salvar.

 

- VAMOS SEUS FODIDOS.

 

* * *

 

No caminho, ligamos para o advogado da Mia, que ficou de nos encontrar na delegacia. Quando chegamos até lá, ele já nos esperava.

 

- Posso perguntar, como conseguiram essas provas ?

 

Miguel sorri e da dois tapinhas do ombro dele.

 

- Borges, você não vai querer saber.

 

O homem balançou a cabeça.

 

- Certo, mas foi em uma boa hora. O julgamento é em dois dias.

 

Meus olhos se arregalaram, se tivéssemos demorado mais um pouco...

 

- Podemos entrar, Borges? Luka esta ansioso para ver o namorado. - Mia sorri ao aperta meu ombro.

 

- Claro, vamos.

 

O seguimos! Quando chegamos lá dentro, ele foi na frente para ter com a recepcionista, secretaria, ou qualquer porra que aquela mulher fosse. Ela assentiu com a cabeça e fez uma ligação, logo um homem algo veio até nós. O delegado.

 

- Boa tarde, senhoritas, senhores.

 

- Sem enrolações, temos provas de que Oscar Cabarga Negrete é inocente.

 

- Acho difícil garoto, ele é culpado e temos prov...

 

- Você não ouviu o que eu disse? Temos PROVAS, de que isso é uma farça.

 

Ele estreitou os olhos.

 

- Que tipo de provas?

 

- Várias, inclusive uma confissão do verdadeiro culpado pela morte do verme do Gus.

 

O delegado olhou em volta e nos indicou com a cabeça, para segui-lo.

 

- Vanham comigo.

 

Seguimos ele até a sala de interrogatório. Eu coloquei todas as provas em cima da mesa. Um pendrive com vídeo de Esteban e Gus discutindo, o homem caindo da escada. O celular com a confissão do meu irmãozinho, e papeladas de falcatruas do Marcelo. Não bastava só soltar Okane, eu queria aqueles dois vermes na cadeia.

 

- Está tudo aqui.

 

Ele balança a cabeça, começando a analizar as provas.

 

- Certo.

 

- Certo!? - Arquiei minha sombrancelha.

 

- Obrigado pelas provas, vamos apresenta-las ao juri no dia do julgamento e...

 

Eu bati minhas mãos na mesa.

 

- Não!

 

- Não? - Ele me olhou de um jeito estranho.

 

- Você vai soltar o meu namorado, delegado.

 

- Não é assim que funciona.

 

- Existem provas da inocência dele. Por tanto, não a razões para mantê-lo aqui.

 

O homem pareceu incomodado.

 

- Tudo bem garoto, mas precisamos analisar com calma. Talvez amanhã então...

 

- Hoje! Eu quero o meu namorado solto, hoje, AGORA!

 

- Cuidado com o tom, rapaz.

 

Borges me puxa para trás.

 

- Nogueira, deixe o garoto ver o namorado. Analisamos com calma, e então você solta Oscar.

 

O tal Nogueira cossa a nuca.

 

- Olha, vamos nos acalmar, sim !?

 

Roberta estreia os olhos.

 

- O que você está escondendo? - Pergunta a ruiva.

 

- Eu não tenho nada a esconder, senhorita. Só estou seguindo protocolos.

 

- Protocolo coisa nenhuma, a provas, se tem provas não tem porque mantê-lo aqui. Então é só trazer o garoto aqui. Qual é a dificuldade, porra ? - Diego cruza os braços e revira os olhos.

 

- Linguajar, se não o mantenha aqui por desacato a autoridade.

 

- Delegado, peço perdão pelos meus amigos, mas estão todos com os nervos a flor da pele, com tudo isso. - Intervém Miguel.

 

- Eu quero ver o meu namorado, é pedir muito?

 

O tal Nogueira respira fundo.

 

- Mais amanhã, talvez mais tarde.

 

Eu perdi a minha paciência!

 

- Escuta aqui, seu idiota da lei. Meu namorado é inocente, e ele está preso no lugar do verdadeiro assassino. Ele é um garoto agitado e hiperativo que tem dificuldade em estar em espaços que não pode circular direito. Meu namorado é uma das poucas porras boas que aconteceram no cacete da minha vida, e eu vou queimar essa delegacia se você não me trouxer ele aqui e AGORA.

 

- Rapaz, cuidado com...

 

- PORRA DE CUIDADO, QUER ME PRENDER? ME PRENDE, MAS TIRA ELE DE LÁ. EU SOU UM COLUCCI, E VOCÊ NÃO VAI QUERER QUE ESSE ABSURDO SAIA DESSA SALA, PORQUE EU VOU FUDER COM A SUA CARREIRA, QUE VOCÊ NÃO VAI CONSEGUIR EMPREGO NEM SE SEGURANÇA DE POSTO DE GASOLINA.

 

Mia me puxou pelo braço, e deu a volta na mesa, puxou o delegado pela camiseta e disse:

 

- Se você não trouxer o namorado do meu primo aqui e agora, nem emprego você vai conseguir. Você sabe quem eu sou ? Eu sou Mia Colucci, e eu acabo com essa delegacia, eu faço ela ser demolida e esquecida, se você não soltar o Oscar nesse instante. E ouse, OUSE, ameaçar prender meu primo novamente.

 

Ele balança a cabeça.

 

- Tudo bem, esperem aqui.

 

O delegado ficou nos encarando, como se decidisse se mandava nos prender ou não.

 

- VAMOS HOMEM. - Grita Roberta.

 

Ele passa a mão no rosto e sai. Nem fudendo eu fico aqui, sigo ele e os outros me seguem. O advogado? Ele ficava calado, já acostumado com todo esse nosso jeito.

 

- Vocês não podem me seguir.

 

- Nogueira, por favor você realmente quer outro escândalo?

 

O homem parecia cada vez mais nervoso, a medida que caminhava.

 

- Aonde estamos indo ? - Pergunta Diego.

 

- Você...seu filho da puta, você colou ele na solitária?

 

Eu me viro para Roberta, depois para o delegado.

 

- O que!? VOCÊ COLOCOU MEU NAMORADO NA SOLITÁRIA?

 

Nesse momento, uma porta grande e pesada é aberta.

 

- Que barulheira é essa ?

 

Sinto uma onda de furia abastecer meu corpo, quando reconheço a pessoa encolhida dentro da sala. Me viro para o delegado.

 

- Você vai desejar a morte, seu bastardo.

 

- Oh meu Deus. - Mia arregala os olhos e coloca as mãos na boca.

 

- Seus filhos da puta. - Exclama Miguel e Diego ao mesmo tempo.

 

Roberta empurra o homem da porta, dando um soco nele. Eu abro espaço e entro dentro da solitária.

 

- Ei ei, você não pode entrar assim.

 

Não vejo quase nada, mas certeza que Diego e Miguel afastaram os dois policiais. Coloco a cabeça do meu namorado em meu colo, ele convulsionava e espuma saia de sua boca.

 

- O QUE VOCÊS FIZERAM COM ELE?

 

- Ligue para todos os meus advogados, ligue para o papai, ligue para os advogados dele. Imprensa, os amigos políticos do meu pai, LIGA PRA CASA DO CARALHO, EU QUERO ESSE LUGAR FECHADO E TODO MUNDO PRESO OU NA RUAAAAA.

 

Borges sorri e tira o celular do bolso.

 

- Com prazer, senhorita Colucci.

 

Miguel ligava para a ambulância, enquanto eu chorava e beijava a testa de Okane. Ele estava ardendo em febre.

 

- Por favor amor, acorda, você não pode em deixar bebê, eu não sou nada se você Okane. Você é está me ouvindo? EU NÃO SOU NADA SEM VOCÊ!

 

Eu queria gritar, gritar até todo o ar se esvair dos meus pulmões. O barulho do meu telefone tocando me irritava, provavelmente meus...amigos, querendo notícias. As vozes na sala pareciam estar a kilometros de distancia. Pra mim só existe a mim, e ao garoto em meu colo.

 

Ele estava morrendo, e eu não podia fazer absolutamente nada para impedir. Deus, eu imploro, se tira-lo de mim, leve-me com ele.

 

- AAAAAAAAAAAAAAR.

Notes:

E ai pessoal, o que vocês acharam ? Não me matem 😅 ainda vai piorar um pouquinho, antes de começar a melhorar.

 

Espero que tenham gostado, até o próximo capítulo 😊💞

Notes:

Espero que tenham gostado, em breve terá mais